Tayler nasceu no dia do flamenguista, 28/10/09. O Flamengo perdeu por 2 a 0 para o Barueri nesta data. Tayler voltou para casa no dia 08/11/09 e "assistiu" o Fla vencer o Atlético por 3 a 1. Hoje Tayler assistiu o Mengo ser campeão brasileiro após 17 anos de jejum. Se soubesse que Tayler era um principiante de sorte, tinha o "encomendado" tempos atrás.
domingo, 6 de dezembro de 2009
Sorte de principiante...
Tayler nasceu no dia do flamenguista, 28/10/09. O Flamengo perdeu por 2 a 0 para o Barueri nesta data. Tayler voltou para casa no dia 08/11/09 e "assistiu" o Fla vencer o Atlético por 3 a 1. Hoje Tayler assistiu o Mengo ser campeão brasileiro após 17 anos de jejum. Se soubesse que Tayler era um principiante de sorte, tinha o "encomendado" tempos atrás.
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
De “volta” para casa
Foram 11 dias de tensão e estafa mental. Após um parto sob situação de risco, Tayler foi internado numa UTI e lá estivemos junto com ele em todos os momentos possíveis. Sempre desejando a sua recuperação e alimentando-o com nosso amor e afeto. Foi cuidado por profissionais dedicados e competentes. Ontem “voltou” para casa.
Nada como tê-lo ao alcance de nossos olhos e ouvidos. Que chore, esperneie no momento que quiser. Estaremos sempre próximos. Na tempestade ou na calmaria.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
Tayler avançando
Nada como cada dia terminado, cada momento manifestando-se em seu devido tempo. Ontem, ao sair da UTI infantil, sentia-se um pouco mais leve e menos tenso. Na realidade, nos últimos dias tenho me sentido assim. Minuto a minuto de dúvidas e certa apreensão passados até chegar lá e ver meu filho, são esquecidos após vê-lo e ouvir a equipe responsável pela saúde dele e de seus companheirinhos.
Tayler tem apresentado evolução a cada dia, vencendo a tempestade de forma indiferente à gravidade de sua situação ao nascer no oitavo mês de gestação e por conta de uma centralização de fluxo.
Se no terceiro dia ousou retirar um tubo de respiração do nariz com sua pequena mãozinha, mostrando a médica que ele poderia respirar por si próprio, esta semana já seu organismo vem mostrando que não chegou até aqui para perder: vem recebendo as primeiras doses de leite, aumentadas gradualmente e ontem já experimentadas direto de um copinho – no início é feita por seringas; também já não recebe banho luz por dois refletores; apenas um.
Ademais, expôs-se descomprometido e com sorrisos inconscientes para fotos, sem as vendas de proteção do banho de luz.
Ainda não tem uma previsão para sair, pois tem de esperar o fim do tratamento com antibióticos contra uma infecção até previsível, haja vista a formação incompleta dos pulmões. Contudo sua superação dia a dia nos enche de alegria e orgulho.
Infelizmente nem tudo é alegria. Um de seus coleguinhas de batalha pela vida partiu. Diante de um quadro gravíssimo e com um problema de coração que só poderia ser enfrentado via intervenção cirúrgica, não resistiu. Lutou o quanto pôde; seus pais estiveram ao seu lado durante todos os momentos. A equipe médica domou a temível dama da foice até o limite. Porém, quisera o destino, Deus, o acaso ou simplesmente a força da natureza a sua volta à mãe terra.
Encontrou um descanso para o seu sofrimento. Não como gostaríamos, mas assim se deu sua breve história. Tomara que tenha deixado um momento sequer de inesquecível lembrança àqueles que o amaram.
Por fim, e apesar de toda a dificuldade, estou imensamente feliz com a primeira semana de vida de Tayler. Nosso amor por ele se expande ao infinito.
domingo, 1 de novembro de 2009
Dias de luta
Sempre tive aversão a hospitais. Por mais que ali se lute pela vida, a atmosfera é densa, pesada. Ver o sofrimento alheio, mesmo que não seja dos nossos, me angustia. Sinto uma impotência indescritível ante um semelhante tendo sua vida tragada, enquanto outros semelhantes combatem para mantê-la.
Mas quisera a vida que eu fosse um dos protagonistas de mais um dos incontáveis dramas da vida justamente no nascimento do meu primeiro filho. É cansativo e duro ter que passar o dia inteiro numa UTI infantil, acompanhando o sofrimento não só do nosso bebê, bem com de outros e seus familiares.
Ontem, Tayler apresentou um quadro estável, apesar de uma infecção oportunista e esperada devido à formação incompleta de seus pequenos pulmões. Vê-lo respirar sem aparelhos, já é um alento. Mas ainda vê-se uma dificuldade para ato tão natural.
Dentro de horas voltarei ao seu campo de batalha – na verdade, nosso campo. Enquanto não chegamos, a mente nos enlouquece com o exercício infinito das possibilidades – nem sempre alvissareiras. O pensamento não sai daquela sala repleta de gente disposta a viver custe o que custar. Pessoinhas lutando como bravos guerreiros por suas vidas, conforme as possibilidades oferecidas pela natureza nesse momento. Pois não há medicina capaz de milagre se a estrutura da molecada não responder e/ou suportar os procedimentos.
Torço por Tayler. Torço por seus companheirinhos nessa luta inglória. A vontade de viver de todos eles é o que nos anima e nos faz pensar que se preciso for descer ao inferno para vermos a luz, o faremos.
O amor nos incita às batalhas, independente de suas dimensões.
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
Pequenos cavaleiros na tempestade
“Viajantes na tempestade
Nessa casa nascemos
Nesse mundo somos jogados”
The Doors
Cheguei há pouco da maternidade. Tayler, meu filho, nasceu ontem aos 08 meses. Ou seja, prematuro. Como de praxe nesta situação, ele teve de ser encaminhado à UTI infantil para receber os tratamentos adequados. Apesar de todas as neuras comuns quando o assunto é gestação – principalmente, a 1ª –, confesso não ter imaginado tal possibilidade.
Tenho certo desconforto ao entrar
Todos que ali estão enfrentam um desafio. E parecem encará-lo com denodo que deveria servir de exemplo a todos. São os pequenos cavaleiros na tempestade. E eu, ainda que cético quanto aos assuntos divinos, me encho de fé quanto à vitória não somente de Tayler, mas também de seus intrépidos companheirinhos.
Quanto ao meu cavaleirozinho, fiz-lhe uma última visita no dia de hoje – ao todo foram quatro – e o moleque se mostra mais casca-grossa do que o pai. A médica tinha acabado de encaixar um aparelho em seu minúsculo nariz para ajudar na respiração e quando chego perto, ele estava agitado, arrancando-o e querendo respirar por conta própria.
Aproveitando o ensejo, a doutora achou por bem ver como ele se comporta sem o aparelho. Enquanto estive lá, ele mostrou-se ótimo. Fitava-me e alternava o olhar perscrutando à sua maneira toda a estrutura
Estou descobrindo que amo o moleque muito mais do que pudesse pensar.
